domingo, 27 de setembro de 2009

Lágrimas de saudades!


Já são quase 16 horas deste domingo, 27 de setembro. Estamos em casa (eu e Marinete), entonando umas cervejas e tirando o gosto com farofa de lingüiça (de vez em quando aparece um queijinho assado!). Desde às 11 horas que coloco na vitrola os LPS do Fagner de 1973 a 1980 (graças a Deus ainda tenho o privilégio de ouvir LPs em casa). Já escutamos “O último pau-de-arara”, “Mucuripe”, “Canteiros”, “A Palo Seco”, “Astro Vagabundo”, “Riacho do Navio”, “Flor da Paisagem”, “Cebola Cortada”, “Orós”, “Sinal Fechado”, “Asa Partida”, “Sangue e Pudins”, “Revelação”, “Jura Secreta”, “As Rosas Não Falam”, “Noturno”, “Beleza”, “Ave Coração”, “Eternas Ondas”, “Canção Brasileira”, “Vaca Estrela, Boi Fubá” e muitas outras.


E, a cada canção que toca, rolam lágrimas no meu rosto, pois fico recordando pessoas, lugares e eventos que fizeram parte daquela época gostosa que vai do final dos anos 70 até o começo dos anos 90, quando os ídolos da juventude de Fortaleza eram artistas de qualidade técnica indiscutível como Fagner, Belchior, Ednardo, Amelinha, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Zé Ramalho... Ou seja, muito diferente dos dias atuais, onde quem faz sucesso são os baianos com seus aê aê ô ô, pagodeiros com suas obviedades melódicas, funkeiras que cantam com a bunda e bandas de forró com cantoras gasguitas.


Chego ao final desta “farra” com a certeza de que estou ficando velho mesmo! E um velho chorão, que não se envergonha de derramar lágrimas quando escuta músicas antigas. Que Deus me conserve por muito tempo assim: chorando apenas de saudades das marcas que ficaram para a o resto da vida!

3 comentários:

Agenor Filho disse...

É meu caro Juracy, a música do "pessoal do Ceará" foi única, fez daqueles anos um tempo inesquecível. E como escreveu Fausto Nilo em Dorothy Lamour, "fantasias de um mundo blue".

Izaira disse...

Isso, Primo!
Apoiadíssimo! Até nas lágrimas, pode crer!
Sou fã do Fagner. Um amigo muito querido e um músico muito admirado!
Beijos

Gerardo Anésio disse...

Não! Não chore mais. Não! Não chore mais. Amigo, é compreensivo o seu sentimento pela musica de qualidade destes nossos talentos. Mas, quando você refere-se à obra discografica de Raimundo Fagner, eu conheço um artista cantor e compositor, chamado Juracy Mendonça, que muito bem pode resgatar, em pelo mesmo em 2 horas de programação radiofônica semanalmente. Você tem o que muita gente não dispõe em casa (ACERVO). Porque não retornar ao estúdio e põe em prática, o que o amigo bem feito sabe fazer. O público agradece.