quinta-feira, 8 de abril de 2010

Mauro Calixto recorda seu passado brilhante como jogador de futebol


No Rodolfo Teófilo, mais precisamente na rua Monsenhor Furtado, 910, reside um cidadão que nas décadas de 60 e 70 do século passado brilhou pelo país afora como jogador de futebol, defendendo o Ceará Sporting Club e o Náutico Capibaribe de Recife. Estamos nos referindo a Mauro Calixto (foto), um dos destaques daquela época em que os atletas atuavam muito mais por amor às camisas dos clubes que defendiam, pois não existia essa história de contratos milionários que transformaram o “mundo da bola” numa autêntica ciranda financeira.

Mauro Calixto, cujo nome verdadeiro é Juvenal Calixto Duarte, nasceu em Maranguape e veio para Fortaleza com poucos anos de idade. Na infância, sua maior diversão era ir ao campo do Ceará, onde disputava as famosas “peladas” e assistia aos treinos da equipe principal. A carreira como jogador começou no América, em 1959, onde conquistou o primeiro título de campeão. Depois foi para o Ceará, sagrando-se tricampeão em 1961, 1962 e 1963, como juvenil, aspirante e profissional. Em seguida, no Náutico, foi campeão de 1965 a 1969. Voltou para o Ceará e sagrou-se bicampeão em 1971 e 1972. Entre seus momentos inesquecíveis ele destaca as vezes em que enfrentou o “rei” Pelé, inclusive quando venceu o poderoso Santos, em pleno estádio da Vila Belmiro.

Os desportistas mais antigos garantem que Mauro Calixto era um zagueiro de estilo cadenciado. Marcava bem, sabia subir nas bolas altas e gostava de sair jogando, muito diferente da maioria dos defensores da atualidade, que preferem dar “chutões” e se agarrar com os atacantes durante as cobranças de faltas e escanteios. Embora fazendo sucesso, ele deixou os gramados em 1974, com 29 anos, tentando garantir o futuro como professor de Educação Física em escolas públicas e particulares. Formou-se também em Direito, pela Unifor, em 1975, e ainda chegou a advogar, mas, pouco tempo depois, abandonou a nova carreira, ao chegar à conclusão de que andar “de vara em vara” não era a sua praia.

Hoje, Mauro Calixto está aposentado pelo Governo do Estado e ainda dá aulas na Escola Municipal Dolores Alcântara, localizada no Antônio Bezerra. É divorciado, tem uma filha, chamada Tatiana, e mora com a irmã Terezinha e os sobrinhos Neto, Márcia e Nagela, a quem trata como se fossem seus filhos. Entre as atividades diárias ele coloca as caminhadas e leves corridas pelo calçadão da lagoa do Porangabussu, para manter a forma física. Era seu costume também, até bem pouco tempo, ir aos estádios para acompanhar jogos dos clubes cearenses, mas deixou-se fazê-lo por causa da violência das tais “torcidas organizadas”, que colocam em risco as vidas de pessoas que querem apenas se divertir de forma pacífica.

Para ele, a maior recompensa é ser reconhecido nas ruas como ex-jogador de futebol e devido às atividades como professor de Educação Física, onde por suas mãos passaram várias gerações de alunos, dos quais muitos deles hoje são seus amigos.

(Transcrita do JPA, edição nº 123)

Um comentário:

YEDA disse...

AMIGO JURA,
GOSTEI MUITO DA ENTREVISTA COM MAURO CALIXTO, QUE DEU PREOCUPAÇÃO A TORCIDA DO NOSSO LEÃO,DO NOSSO FORTALEZA.SEMPRE FOI UM ATLETA DISCIPLINADO,TRANSFERIU-SE PARA O RECIFE, E FOI JOGAR NO NAUTICO.DEPOIS , SUMIU.VALEU CARO JORNALISTA.CONTINUE FAZENDO ESTE TRABALHO.
BEIJOS NA MARINETE.