quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quem foi Félix de Azevedo?

      A Escola de Ensino Fundamental e Médio Félix de Azevedo (foto), localizada na rua Monsenhor Furtado, 757, é, sem dúvida alguma, responsável pela formação de várias gerações de moradores do Rodofo Teófilo e adjacências. Ela foi fundada no dia 29 de janeiro de 1954 e recebeu essa denominação em forma de homenagem póstuma ao militar e político cearense José Félix de Azevedo e Sá, que foi presidente da província do Ceará por duas vezes - de 18 de outubro a 18 de dezembro de 1824 e de 13 de janeiro de 1825 a 4 de fevereiro de 1826.
     Félix de Azevedo era filho de Manoel Félix de Azevedo e Sá e de Thereza Maria de Azevedo e Sá. Nasceu em Fortaleza no dia 25 de março de 1781. Foi sargento-mor e tenente-coronel graduado do Regimento de Infantaria das Marinhas do Ceará e Jaguaribe. Assumiu o Governo do Ceará quando Tristão Gonçalves seguiu para Aracati, onde fora combater os imperialistas na chamada "Confederação do Equador". Teve participação direta e decisiva nos acontecimentos políticos de nossa terra no período republicano, mas mergulhou em depressão ao ver vários de seus companheiros serem condenados à morte, dentre eles o padre Gonçalo Mororó, Pessoa Anta, Pereira Ibiapina, Azevedo Bolão e Silva Carapinima.
     Desiludido e abatido por tantos desgostos, e evitando ser condenado, preferiu afastar-se da vida pública. O Governo do Ceará homenageou-lhe anos depois com a Comenda de Cristo e o posto de Coronel. Faleceu em Caucaia, no dia 7 de novembro de 1827, com apenas 46 anos de idade, deixando viúva a senhora Anna Caetana de Azevedo e Sá, com quem teve nove filhos: Manoel, José, Antônio, Romualdo, Luiz, Leonor, Maria, Ismênia e Margarida.
     (Transcrita do JPA de dezembro)

2 comentários:

Anônimo disse...

José Félix de Azevedo e Sá, foi um precursor na arte da destilação da cachaça no Ceará, quando era Capitão da Marinha de Guerra do Ceará e Jaguaribe recebeu ordem do então Presidente da Província do Ceará Barba Alarco para combater piratas franceses que aterrorizavam a costa cearense, ele saiu encalce dos piratas pela costa de Caucaia (antigo Soure) até a praia da Baleia, sempre presenciando as consequências deixadas pelos franceses, que no povoado de Pecém (onde hoje encontra-se o porto marítimo de mesmo nome) deu-se o combate, resultado em vários presos, Capitão José Félix levou à Fortaleza, recebendo ordem do governador para conduzir os prisioneiros a pé para cadeia pública de Recife, já por via marítima havia o risco dos prisioneiros serem resgatados pelos compatriotas1.

Chegando em Recife conheceu o processo de destilar calda de cana de açúcar trazendo para seu sítio em Caucaia, onde produzir cachaça mesmo no período da guerra da Confederação do Equador, quando foi Presidente da Província do Ceará por duas vezes2.

Henry Koster, português descendente de inglês veio para o Brasil do início do século XIX por indicação médica esteve no Ceará descreveu em seu livro Travels in Brazil, publicado em Londres em 18173 e no Brasil, traduzido por Câmara Cascudo em 1942 e publicado pela Companhia Editora Nacional com o título Viagem ao Nordeste Brasileiro4.

Fontes:
(1) Instituto Histórico e Geográfico do Ceará.
(2) cambéba.com.br
(3) https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7190
(4) http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/colecao/obras/126/viagens-ao-nordeste-do-brasil

Paulo Protásio disse...

José Félix de Azevedo e Sá, foi um precursor na arte da destilação da cachaça no Ceará, quando era Capitão da Marinha de Guerra do Ceará e Jaguaribe recebeu ordem do então Presidente da Província do Ceará Barba Alardo para combater piratas franceses que pilhavam costa cearense, ele saiu encalce dos piratas pela costa de Caucaia (antigo Soure) até a praia da Baleia, sempre presenciando as consequências deixadas pelos franceses, já voltando encontrou-os no povoado de Pecém (onde hoje encontra-se o porto marítimo de mesmo nome) deu-se o combate, resultado em vários presos, Capitão José Félix levou-os à Fortaleza, recebendo ordem do governador para conduzir os prisioneiros a pé para cadeia pública de Recife, já por via marítima havia o risco dos prisioneiros serem resgatados pelos compatriotas (1).

Chegando em Recife conheceu o processo de destilar calda da cana de açúcar, trazendo o processo de destilação para seu sítio em Caucaia, passando então a produzir cachaça mesmo no período da guerra da Confederação do Equador, quando foi Presidente da Província do Ceará por duas vezes (2).

Henry Koster, português descendente de inglês veio para o Brasil do início do século XIX por indicação médica, esteve no Ceará e descreveu em seu livro Travels in Brazil, publicado em Londres em 1817(3) e no Brasil, traduzido por Câmara Cascudo em 1942 publicado pela Companhia Editora Nacional com o título Viagem ao Nordeste Brasileiro (4).

Fontes:
(1) Instituto Histórico e Geográfico do Ceará.
(2) cambéba.com.br
(3) https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/7190
(4) http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/colecao/obras/126/viagens-ao-nordeste-do-brasil