sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Geraldo Azevedo no Belas Artes

Hoje eu acordei relembrando um dos momentos inesquecíveis da minha trajetória como cantor da noite. Foi em 1991, mais precisamente no dia 13 de janeiro, e o cenário era o Restaurante Belas Artes, na avenida Bezerra de Menezes. Na platéia estava nada mais, nada menos do que o grande cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo (foto).

Ele havia feito um show no dia anterior, no Centro de Convenções, e ao visitá-lo, no camarim, falei que suas músicas eram bastante solicitadas durante minhas apresentações no Belas Artes. Aí, no dia seguinte, um domingo à noite, Geraldinho apareceu de surpresa no restaurante e ficou sentado numa mesa em frente ao palco, juntamente com a minha esposa Marinete e meus filhos Thiago e Thaís.

Ora, não contei pipocas. Acompanhado por um exímio tecladista, chamado Alexandre Barroso, comecei a cantar "Dia Branco", "Moça Bonita", "Chorando e Cantando", "Táxi Lunar", "Bicho de 7 Cabeças" e outros grandes sucessos dele, que aplaudia discretamente, mostrando-se satisfeito com o que estava ouvindo. Porém, eu, no auge da euforia, caí na besteira de anunciar a presença de Geraldinho no recinto. Pra quê? O coitado não teve mais descanso! Correu todo mundo pra cima, pedindo autógrafos e puxando vários tipos de conversa.

Em dado momento, já meio incomodado, ele chegou pra mim e disse: "Tô indo. Vim aqui para ver você cantar, mas o pessoal não tá deixando..." E foi mesmo! Mas antes deixou uma bela mensagem no meu caderno de músicas, que guardo até hoje com bastante carinho. O texto é o seguinte: "Juracy, valeu e valerá o encontro, a canção, a amizade. E a gente faz tudo isso com carinho. Meu abraço e canção!"

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